A crise dos refugiados

Chocou o mundo a recente foto do menino sírio Aylan Kurdi, de apenas 3 anos, morto em uma praia da Turquia após afogar-se em durante uma tentativa de travessia do Mar Mediterrâneo. A trágica morte de Aylan, infelizmente, é apenas uma das milhares que ocorrem todos os anos na atual crise dos refugiados.

O mundo e a crise dos refugiados

A criança e outros 12 refugiados que perderam suas vidas no acidente náutico fugiam da região onde moravam, na Síria, local de violentas batalhas entre forças curdas e insurgentes do Estado Islâmico. Além da Síria, outros países do Oriente Médio e da África são a origem dos milhares de refugiados que atualmente buscam uma nova vida na Europa, principalmente na Alemanha.

A crise dos refugiados

A foto revela uma gravíssima calamidade humanitária que deve ser enfrentada por toda a comunidade mundial, e não apenas pelos países envolvidos. A atual crise dos refugiados é a maior registrada desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A crise revela gravíssimos problemas humanitários. Primeiramente nos países de origem dos refugiados, envolvidos em guerras, perseguições, genocídios. O segundo, nos países onde eles chegam, que não estão preparados para receber um contingente tão grande de pessoas.

O problema, como visto, não é só das nações envolvidas. Ela deve ser motivo de preocupação para todas as nações do mundo, pois seus reflexos extrapolam as fronteiras entre os países.

 

O que são refugiados?

Tendo por base a Convenção de Refugiados da ONU de 1951, podemos conceituar refugiados como pessoas que deixam de viver em seus países para escapar de guerra ou perseguição. Essa perseguição pode ocorrer por motivos raciais, religiosos, de nacionalidade, em razão de fazer parte de um grupo social ou ter uma determinada opinião política.

De acordo com a Agência de Refugiados da ONU, a maioria das pessoas que chega à Europa, atualmente, podem ser consideradas refugiadas, pois são oriundas de países envolvidos em guerras e perseguições a minorias, como a Síria, o Afeganistão e o Paquistão.

 

Existe alguma distinção entre refugiado e migrante?

Os refugiados não se confundem com migrantes, pois estes não deixam seus países em razão de guerra ou perseguição. A saída deles ocorre por outro motivo, como a busca por melhores condições de vida ou a fuga da pobreza. Atualmente, ocorre um debate se aqueles que fogem de desastres ou mudanças climáticas podem ser considerados refugiados.

Na atual crise de refugiados da Europa, a distinção entre refugiado e migrante econômico faz toda a diferença. Isso porque, de acordo com a Convenção de 1951, os refugiados não podem ser deportados, situação que não ocorre com os migrantes, pois cada país é livre para aceita-los ou devolvê-los.

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