Estudante agredido durante manifestação recebe alta médica em Goiânia

Estudante agredido durante manifestação recebe alta médica em Goiânia

Mateus Ferreira ficou internado durante 13 dias no Hugo. Ele esteve na UTI, mas, devido à melhora, já havia sido transferido para a enfermaria.

O estudante Mateus Ferreira da Silva, de 33 anos, recebeu alta médica nesta quinta-feira (11), do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). Ele estava internado desde que foi agredido por um policial militar durante uma manifestação.

Conforme boletim médico, divulgado às 14h, ele está em “boas condições clínicas”. Também segundo a nota, durante o período de internação ele recebeu assistência multidisciplinar e deve continuar tratamento no ambulatório do Hospital.

A família informou à TV Anhanguera que o estudante deve ser internado novamente quando for passar por uma nova cirurgia no Hugo. A operação deve ser realizada para inserir uma placa de metal na testa de Mateus.

O paciente já havia passado por uma cirurgia no rosto um dia após ser internado. A operação durou cerca de quatro horas.

Mateus foi transferido na última terça-feira (9) da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para a enfermaria. A mãe dele, Suzethe Barbosa, já havia dito à TV Anhanguera que ficou surpresa com a melhora dele e como o quadro de saúde melhorou rapidamente.

O estudante foi internado no Hugo no último dia 28 de abril, após ser agredido com um cassetete pelo capitão da PM Augusto Samapaio durante protesto contra as reformas trabalhista e da previdência.

Durante a manifestação, mascarados entraram em confronto com policiais militares, momento em que o estudante foi atingido e ficou caído no chão. O capitão saiu correndo. Já o rapaz recebeu os primeiros socorros de outros manifestantes.

Um vídeo mostra em detalhes o momento em que Mateus levou o golpe no rosto. Fotos também registraram a agressão. O impacto foi tão grande que o cassetete quebrou com a pancada.

Novo vídeo mostra detalhes do momento em que PM agrediu estudante durante protesto

Novo vídeo mostra detalhes do momento em que PM agrediu estudante durante protesto

Apuração

O comandante geral da PM-GO, coronel Divino Alves de Oliveira, explicou que o capitão Sampaio, investigado pela agressão, foi afastado do patrulhamento das ruas e ficará exercendo apenas atividades administrativas enquanto o Inquérito Policial Militar que investiga a conduta dele não é concluído.

“Houve excesso, não há como fugir a esta situação, houve o excesso na ação praticada por esse policial militar e, em decorrência disso, o comando da instituição instaurou o inquérito policial militar que irá apurar as responsabilidades”, disse o coronel à TV Anhanguera.

Em nota, a corporação explicou que instaurou o procedimento “diante das imagens que circulam em redes sociais, quando da intervenção policial militar, que mostram a clara agressão sofrida” pelo estudante.

Na última quinta-feira (4), a Polícia Civil abriu um inquérito para apurar abuso de autoridade do capitão da PM. O delegado titular do 1º Distrito Policial da capital, Izaías de Araújo Pinheiro, informou que recebeu pedido do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) e começou as investigações.

O secretário de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, disse em entrevista coletiva, no último dia 2, que acompanhará de perto o Inquérito Policial Militar (IPM) que apura a conduta do policial que praticou a agressão. Ele destacou ainda que as ações são isoladas da conduta geral da PM, mas que os responsáveis devem responder pelos atos.

“Vamos usar todo rigor na apuração, obviamente com o direito à defesa […]. Sem leniência, sem passar a mão por cima, sem fazer de conta que não aconteceu. Obviamente, estamos diante de um caso muito grave, que tem que ser gravemente apurado e, comprovadas as culpas, gravemente punido”, afirmou.

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