Justiça suspende concurso para delegado da Polícia Civil em Goiás

Justiça suspende concurso para delegado da Polícia Civil em Goiás

Cinco pessoas foram presas suspeitas de cobrar entre R$ 120 mil e R$ 356 mil por vaga.

Cinco pessoas foram presas suspeitas de fraudar concurso para delegado (Foto: Vanessa Martins/G1)

A Justiça suspendeu liminarmente o concurso para delegado substituto da Polícia Civil em Goiás. De acordo com a juíza Zilmene Gomide da Silva Manzolli, os indícios de fraudes nas provas poderiam prejudicar os candidatos caso o processo continuasse. Cinco pessoas foram presas suspeitas de cobrar entre R$ 120 mil e R$ 356 mil por vaga.

Os presos foram o médico Antônio Carlos da Silva Francisco, apontado como aliciador do esquema, além do bacharel em direito Armando Colodeto Júnior, o contador Fábio Alves de Oliveira, o ex-vereador de Palmeiras de Goiás, Magno Marra Mendes e Suzane Fonseca dos Santos, que teriam adquirido as vagas. Em um áudio, suspeita confessa envolvimento na fraude.

Os suspeitos foram liberados após audiência de custódia dois dias após a prisão. A decisão foi do juiz Oscar de Oliveira Sá Neto, que afirmou que não ficou comprovado que os suspeitos participavam de uma organização criminosa especializada em fraudes em concursos públicos.

O Ministério Público pediu a anulação do concurso. Porém, a juíza Zilmene Gomide considerou que essa seria uma media extrema. Ela preferiu suspender liminarmente pois a medida não prejudica o concurso. A magistrada lembrou ainda que a própria Secretaria de Gestão e Planejamento de Goiás, responsável pela seleção, já tinha paralisado o andamento do concurso.

A Segplan divulgou o edital do concurso em novembro de 2016. O processo conta com 36 vagas com salário de R$ 15.250,02.

O processo seletivo é composto por oito etapas: provas objetivas, provas discursivas, avaliação médica, avaliação de aptidão física, exame psicotécnico, avaliação de vida pregressa e investigação social, curso de formação profissional e avaliação de títulos.

Os concorrentes precisam ter diploma de curso superior de bacharel em direito. A jornada é de 40 horas semanais e exige disponibilidade para viagens.

O prazo de validade do concurso é de seis meses a partir da data de publicação da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado por igual período.

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