O que torna o Homem um ser Violento?

Já se fez essa pergunta? É provável que sim. E a resposta é um tanto complicada, tanto que nem os cientistas entram em acordo a respeito da velha questão: afinal, o homem nasce mau ou a sociedade o corrompe? A seguir, estão alguns fatores que ajudam a entender nossa espécie.

 

O que torna o Homem um ser Violento

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Fator biológico

            Até certo ponto, toda – ou quase toda – espécie do planeta precisou desenvolver mecanismos de defesa para sobreviver. Assim, a agressividade pode ser facilmente observada na natureza. Com o ser humano, não foi tão diferente; a fim de nos defendermos das demais espécies, vencermos as disputas por alimento e afirmarmos alguma posição de superioridade, aprendemos a utilizar a violência como resposta às ameaças à nossa sobrevivência. Assim, parte da violência inerente à espécie humana pode ser justificada por suas raízes naturais. No entanto, esse nosso potencial agressivo mudou muito ao longo da evolução, especialmente quando saímos do ambiente natural e construímos nosso próprio habitat, que são nossas cidades e sociedades.

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Fator Social

Construímos uma forma de sociedade extremamente competitiva e desigual, onde não há lugar para todos. Isso certamente contribui para que o ser humano perpetue traços de agressividade a fim de se destacar e garantir sua sobrevivência dentro da ordem que construímos. Segundo o filósofo Hobbes, a competição, a desconfiança e a glória são o que leva o homem a agir de forma violenta; isso porque desejamos a obtenção de lucro, segurança e reputação. Embora Hobbes afirme que já nascemos com esses anseios, é inegável que a nossa sociedade ampliou o desejo de obter prosperidade e status social. A sociedade de consumo disseminou a ideia de que o bem-sucedido é aquele que tem mais riquezas ou poder sobre os demais. Os indivíduos são agressivos para vencer os concorrentes que o ameaçam e conquistar o espaço que pretende.

 

Logo…

Aqui, procurei considerar o gênero humano como um todo e abordar a violência que existe em toda a espécie, e a conclusão é que, em termos de ser humano, de modo geral, somos agressivos tanto por natureza quanto por causa da sociedade que construímos.

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