Polícia deflagra 2ª fase da operação contra fraudes no concurso para delegado em Goiás

Polícia deflagra 2ª fase da operação contra fraudes no concurso para delegado em Goiás

São cumpridos 13 mandados judiciais, busca e apreensão e de condução coercitiva em Goiânia e Entorno do Distrito Federal.

A Polícia Civil realiza nesta quinta-feira (4) a segunda fase da Operação Porta Fechada, que investiga fraudes no concurso para delegado em Goiás. São cumpridos 13 mandados judiciais, de busca e apreensão e de condução coercitiva. Em março, a corporação descobriu que uma quadrilha cobrava entre R$ 120 mil a R$ 365 mil por vaga.

Os mandados estão sendo cumpridos pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Administração Pública (Dercap) em Goiânia e no Entorno do Distrito Federal. O concurso está suspenso por decisão da Secretaria de Gestão e Planejamento de Goiás (Segplan), responsável pela seleção, e por liminar do Tribuna de Justiça.

Irregularidades

No dia 12 de março, cinco pessoas foram presas após a segunda fase do concurso suspeita de envolvimento na fraude. O médico Antônio Carlos da Silva Francisco, apontado como aliciador do esquema, além do bacharel em direito Armando Colodeto Júnior, o contador Fábio Alves de Oliveira, o ex-vereador de Palmeiras de Goiás, Magno Marra Mendes e Suzane Fonseca dos Santos, que teriam adquirido as vagas. Eles foram liberados após audiência dois dias após a detenção.

Em depoimento, três dos suspeitos confessaram a fraude. Em um áudio, Suzane Fonseca disse que pagou cerca de R$ 5 mil aos aliciadores do esquema, que chegaram a exigir que ela até vendesse a casa da mãe para pagar o restante do valor combinado.

A Segplan divulgou o edital do concurso em novembro de 2016. O processo conta com 36 vagas com salário de R$ 15.250,02.

O processo seletivo é composto por oito etapas: provas objetivas, provas discursivas, avaliação médica, avaliação de aptidão física, exame psicotécnico, avaliação de vida pregressa e investigação social, curso de formação profissional e avaliação de títulos.

Os concorrentes precisam ter diploma de curso superior de bacharel em direito. A jornada é de 40 horas semanais e exige disponibilidade para viagens.

O prazo de validade do concurso é de seis meses a partir da data de publicação da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado por igual período.

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