Violência Contra mulher

Várias décadas após sua origem, o movimento feminista teve inúmeras conquistas. Mulheres ganharam o direito de se inserir no mercado de trabalho, de ocupar cargos de relevância, etc. Houve tanto avanço que alguns têm impressão de que as mulheres já não têm com o que se preocupar, mas será essa a realidade da mulher? Um aspecto que ainda não foi solucionado apesar dos avanços é a violência contra mulher, e é sobre este problema que iremos falar agora.

Estatísticas da Violência Contra mulher

Não é o que os números mostram. No Brasil, calcula-se que uma mulher sofra violência a cada 12 segundos. São dados alarmantes fornecidos pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR).

Violência Contra mulher

 

O que tem sido feito?

Nas últimas décadas, aconteceram grandes avanços nas políticas públicas que protegem a mulher. O grande marco foi a Lei Maria da Penha, nome popular dado à Lei 11.340, que aumentou o rigor das punições sobre crimes domésticos e, geralmente, se aplica aos homens que agridem física ou psicologicamente uma mulher.

Em termos de violência sexual, da qual a grande maioria das vítimas é do sexo feminino, é animador que o número de denúncias tenha crescido. Entre 2005 e 2010, os registros de ocorrências dessa espécie aumentaram em 168%, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Isso demonstra que as vítimas têm ganhado voz e buscado a punição de seus agressores. Por outro lado, o país se vê obrigado a encarar a triste realidade dos mais de 50 mil estupros registrados por ano (segundo pesquisas internacionais, só 35% das vítimas fazem denúncias, o que torna o problema ainda mais grave); um dos avanços nesse sentido foi a lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff em 2013 que regulamentou o atendimento de mulheres vítimas de violência sexual na rede integrada do SUS. Ainda assim, faltam políticas no país para prevenir esse tipo de crime.

O que fazer?

De imediato, o que qualquer pessoa pode fazer é denunciar casos de violência contra a mulher ligando para o número 180 ou procurando a delegacia mais próxima. É importante que cada um de nós se conscientize da gravidade dessa questão e apoie causas do gênero elegendo políticos que as defendam, por exemplo, e cobrando políticas de prevenção. A maior arma contra a violência é a consciência dos nossos direitos; não se cale, denuncie!

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