Violência Policial em São Paulo

De quem é a culpa? Depois de muito ouvir falar da violência (força) desproporcional que os policiais militares de São Paulo estariam usando durante as manifestações nas ruas da capital paulista, algo me ocorreu.

Certa feita li um trecho de uma reportagem no site O Globo em que o Historiador Leandro Karnal fez a seguinte afirmação: “…Não existe país no mundo em que o governo seja corrupto e a população honesta e vice-versa”.

Vamos pensar sobre a violência policial em São Paulo

Dai pensei o seguinte: se o exposto acima é correto, e eu acredito, seria correto afirmar que existe uma violência policial?

Violência Policial em São Paulo

Claro que existem casos de excessos de parte a parte. Mas seria a violência policial em São Paulo um fato unilateral? Culpa unicamente da corporação Polícia Militar de São Paulo? Proponho uma leitura além do noticiado.

Li um livro para preparar uma aula que tinham algumas reflexões interessantes e gostaria de compartilhar. Se importam? Bem, então vamos lá.

O livro se chama “Direitos Humanos: Coisa de Policia” e o autor é o Ricardo Balestreri. Neste livro ele traz treze reflexões sobre polícia e Direitos Humanos. Olha que provocativo. Muitas pessoas torcem o nariz quando se deparam com uma leitura que fala da polícia. Isso quando não está a ligada a violência.

Quem é o policial?

A primeira reflexão fala justamente da humanidade do policial. Pois é ele não é um alienígena. Ou nascido numa encubadora que é treinado deste cedo para ser policial. Tipo Soldado Universal. Não, não é assim. Ele é antes de qualquer coisa um cidadão.

Ele é seu vizinho, amigo de infância, parente…. Ele está por ai. Tem família, esposa e filhos….E está sujeito a todas as dificuldades pela que passa a sociedade. Aliás é fruto dela. Entende?

Violência Policial em São Paulo

A lógica da Guerra Fria, aliada aos “anos de chumbo” no Brasil, é que se encarregou de solidificar esses equívocos , tentando transformar a polícia, de um serviço à cidadania, em ferramenta para enfrentamento do “inimigo interno”. (Ricardo Balestreri)

Concordo que a manifestação é um direito em qualquer sociedade democrática. Não anárquica. O direito de livre manifestação tem que ser mantido protegido inclusive pela polícia. Defendido também de pessoas infiltradas que ali estão para descaracterizar a busca legítima por melhorias.

Mas a leitura que faço dos acontecimentos me forçam a duvidar que a “violência  policial em São Paulo” seja fruto de uma conduta unilateral. Seria precipitado fazer como a mídia faz. Editar e lançar ao ar versões de fatos.

Não vivenciei as manifestações, nada melhor do que ouvir os relatos de quem esteve lá. Como isso não participei das manifestações pude acompanhar pelas redes sociais além da mídia convencional. Nas redes sociais pude ver um fenômeno interessante, que me motivou a escrever este texto. Muita revolta por conta da truculência policial e muitas opiniões defendendo a ação da polícia.

Não tenho uma explicação aprofundada sobre  o oposicionismo das opiniões. Talvez seja ainda uma divisão politica que esteja motivando tanto as mobilizações de rua quanto as manifestações de apoio a ação da polícia (Estado).

Uma coisa é certa temos que ver na ação da polícia uma ação do Estado que é seu comandante e chefe. A polícia ou o policial não é o inimigo. O inimigo fica muitas vezes atrás de uma mesa tomando Whisky 18 anos. Não sejamos massa de manobra.

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